Para que possamos identificar e nomear facilmente as notas no pentagrama, precisamos de um ponto de partida: as claves. Elas são fundamentais, pois definem a referência para todas as outras notas.
Existem três tipos principais: Clave de Sol, Clave de Fá e Clave de Dó. Cada clave é posicionada em uma linha ou espaço específico do pentagrama, atribuindo um nome fixo a essa posição e, consequentemente, a todas as demais.
É crucial lembrar que, independentemente da clave, as notas no pentagrama sempre seguem a ordem musical padrão. No sentido ascendente (do grave para o agudo), a sequência é: “Lá, Si, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, Dó, Ré…”. Já no sentido descendente (do agudo para o grave), a ordem se inverte para: “Si, Lá, Sol, Fá, Mi, Ré, Dó, Si, Lá, Sol, Fá…”.
Clave de Sol

A Clave de Sol, frequentemente posicionada na segunda linha do pentagrama, é a nossa principal referência para os sons mais agudos. Isso significa que a nota que repousa sobre essa segunda linha é automaticamente nomeada como Sol (ou G), emprestando seu nome à própria clave.
Essa clave é essencial para instrumentos que produzem sonoridades agudas, como o violino, a flauta, o violão e o saxofone, permitindo que suas melodias sejam escritas e lidas de forma padronizada.

Clave de Dó

A Clave de Dó, quando posicionada na terceira linha do pentagrama, estabelece essa linha como o ponto de referência para a nota Dó (ou C).
Essencial para registrar sons médios, essa clave é frequentemente utilizada por instrumentos como a viola, o trombone e a trompa, permitindo-lhes expressar seu alcance tonal intermediário na escrita musical.

Clave de Fá

A Clave de Fá, quando posicionada na quarta linha do pentagrama, define essa linha como o ponto de referência fundamental para a nota Fá (ou F).
Esta clave é indispensável para a escrita de sons graves, sendo amplamente empregada por instrumentos que operam nesse registro, como o contrabaixo, o violoncelo e a tuba, garantindo a representação precisa de suas sonoridades profundas.
